Etiquetas

,

A cassette desgastada do aviltamento do “Norte” (ou do Porto, conforme as vozes) é um bocado como a história do Pedro e do Lobo, tantas são as vezes em que nós os “de cá” gritamos que o lobo (Lisboa) vem aí, que quando o ataque é mesmo verdadeiro e impiedoso, os “de lá” se apressam a apoucar e menosprezar tais notícias enquanto apertam mais um pouco o nó da corda que nos estrangula.

Exemplos não faltam. Só de memória, e pegando apenas nas medidas mais recentes, temos a introdução de portagens nas SCUT (claramente mais penalizadora no Norte e em especial na cintura periférica do Porto), os cortes de apoios à Casa da Música e a Serralves, a venda da ANA com o brinde da gestão do aeroporto do Porto, e por aí fora.

Neste lado da barricada, Rio Rio tem estado atento e activo, e vem denunciando a “parolice” que tem minado os fluxos financeiros provenientes do Orçamento do Estado para a região Norte. Agora, ameaça com uma “acção de comunicação eficaz“.

Por mim, acho que já não vamos lá apenas pela comunicação – só mesmo pela acção, pelo que talvez não fosse a despropósito convocar aqui a estratégia de confronto que a Catalunha tem vindo a seguir com Castela e – por que não? – cortar simbolicamente o trânsito nas pontes que atravessam o Douro.

Mal não faria, e certamente o país inteiro olharia com outros olhos para esta aldeia gaulesa que é a região Norte, cercada pelos nossos romanos de pacotilha.

Anúncios