Nem se dá verdadeiramente por isso, mas devagar, muito devagarinho, o cabelo antes escuro começa a “pratear”, a disponibilidade para noitadas escasseia e a capacidade para grandes comezainas bem regadas reduz-se a um dia por semana, se tanto.

Depois, misteriosamente, começamos a afastar dos olhos os objectos, leituras e telemóvel, para facilitar a percepção e a compreensão do que estamos a ler e a ver. “É da idade”, dizem uns, enquanto outros, mais piedosos, se limitam a encolher os ombros e a atestar que não, que é típico dos quarenta…

Não sei bem, mas suspeito que a terceira idade não avisa propriamente quando nos entra pela porta dentro. Por isso, mais vale usar os “salazares” para as leituras mais difíceis, e abusar da máxima dos escuteiros – “sempre alerta”… 🙂

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