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Sei que está na moda desancar o Presidente do Governo Regional da Madeira e que pouco ou nada haverá a dizer em abono do que se tem vindo a descobrir.

Tenho também que salientar, como declaração de interesses, que nunca escondi, aqui e noutros lugares, a minha desmesurada paixão por aquele arquipélago, o que me leva a analisar os factos em jogo sob diferentes prismas: desde logo, que ninguém duvide que o nosso dinheiro foi efectivamente gasto em “obra” (como se costuma agora dizer) e que essa mesma “obra” não se traduz nas parolas rotundas e demais sumptuários complexos de piscinas que os autarcas do continente semearam em muitos concelhos.

Claro está, igualmente, que o Presidente do Governo Regional é insuspeito de corrupção ou descaminho de dinheiro público, muito embora as suas companhias políticas deixem muito a desejar. Mas também não me parece que o problema se reconduza unicamente a essa questão, ou aos afilhados e parentes que vivem à sombra da bananeira da administração pública regional.

No fundo, a Madeira é um exemplo à escala (ainda que potenciada!) do desvario das contas públicas nacionais – haverá que emagrecer e arranjar receitas para fazer igual ou melhor, respeitando orçamentos, mas que ninguém duvide que a democracia ali funciona – ou alguém se atreve a contestar o resultado eleitoral de ontem?

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