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Por duas ordens de razões não se fala neste dia noutra coisa que não em mudança: primeiro, com a tomada de posse do novo Governo o qual tem forçosamente que fazer Portugal mudar de vida em todos os sentidos. Tarefa ingrata e para a qual não podem ser inventadas mais desculpas – tem de ser agora e já, louvando-se, de caminho, o espírito de missão e de abnegação de muitos dos que integram este Governo.

Numa tão rara conjuntura pareceria sempre mais fácil ficar de fora do que aceitar um cargo susceptível de estragar carreiras e comprometer vidas pessoais – só por isso, parabéns aos novos membros do Governo.

Por ironia do destino, também hoje se soube que um jovem treinador português – André Villas-Boas (AVB)- está de mudança do FC Porto para o Chelsea: e aqui chegado, não deixo de pensar que a abnegação e o espírito de sacrifício a que acima me referia parece não encontrar nesta notícia qualquer exemplo.

Depois de juras de amor eterno e confissões de clubismo pueril, eis que o vil metal falou mais forte e o que ontem era mentira passou a ser a mais pura das verdades em menos de 24 horas.«É um profissional, vai para onde lhe pagam mais», desculpam-no alguns, sempre prontos a branquear as faltas de carácter, sendo certo que julgava que AVB seria algo distinto em termos de educação e princípios – nada mais errado.

Como simpatizante do Sporting, não posso deixar de me rir e pensar que por pouco a história não se repetiu, quando o FC Porto desviou AVB do meu clube e poderia há cerca de um mês ter novamente desviado Domingos Paciência.

Por sorte, e porque Domingos é de outra cêpa (com maior nobreza da que interessa – de carácter) não espero que faça ao SCP o que outros fizeram ao FC Porto – oxalá o clube o saiba tratar bem!

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