Diz a sabedoria popular que – «conhaque é conhaque, serviço é serviço» mas sempre discordei disto, chegando mesmo a pensar que a sabedoria máxima reside, precisamente, em conciliar doses adequadas de dever com lazer .

Por isso, cada deslocação profissional é aproveitada – se possível – para conhecer novos restaurantes e/ou hotéis, conforme os casos.

E daí se explica a visita ao lisboeta Largo que tem à frente da cozinha o chefe Miguel Castro e Silva, portuense conhecido sobretudo pelo seu anterior consulado no Bull & Bear.

Aproveitando o que resta dos claustros da Igreja dos Mártires, ao Largo de S. Carlos (Chiado), o arquitecto de interiores Miguel Câncio Martins fez (mais) um notável trabalho, integrando o moderno e o antigo e dando ao todo uma sofisticação que merecerá, sobretudo, uma visita nocturna.

Quanto ao almoço (menu a € 18, com direito a uma entrada e um prato), fica sobretudo a recordação de um risotto de sapateira com camarões tigre, acompanhado de um branco duriense de casta internacional – cabernet sauvignon.

A rever, à luz da vela e em boa companhia. 🙂

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