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Por norma sou atento às novas tecnologias e muitos dos obscuros objetos de desejo deste século tiveram entrada quase imediata lá em casa (wi-fi, smartphone e até o iPad2) mas, por uma série de razões, algumas das quais já aqui referidas, nunca quiz ter nem tenho página no Facebook.

Mas quando um dos meus filhos, com a provecta idade de 10 anos, manifesta alguns sinais de inquietude por não estar naquela rede, argumentando com a velha máxima – «mas todos os meninos da minha classe têm» começo a desconfiar seriamente da insanidade da maioria dos pais da minha geração.

Não por acaso, leio hoje no Público que sete (!) milhões de crianças americanas com menos de 13 anos de idade já “lá” estão a surfar em mares revoltos, com aparente indiferença  dos paizinhos que, muitas das vezes, preferem ter os meninos ocupados no computador a ter que os aturar – nisso e noutras coisas, os pais portugueses parecem pois estar bem colocados no ranking do relativismo – «se os outros estão, o coitadinho não vai ficar de fora»…

Para além da idade mínima de acesso estar definida para os 13 anos, há que contar que nem todas as crianças (e convém não esquecer que se trata de crianças…) atingem o mesmo estádio de maturidade na mesma idade, razão mais do que suficiente para redobrar a atenção.

Entretanto, vou fazendo o papel de pai chato à espera que o menino cresça e prefira outras tentações que não as virtuais… 😉

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