O facto de as autoridades chinesas impedirem o navio-escola Sagres de atracar no porto de Macau dá que pensar: para além de uma desculpa esfarrapada, até a respectiva justificação – Macau ser uma região chinesa com “autonomia” – é no mínimo hilariante. Habituados como estamos a ser tratados ao pontapé pelas nossas ex-colónias nem deveríamos estranhar mas, apesar de tudo, o Oriente não é a África e Portugal até logrou uma transição em Macau bem mais pacífica do que a protagonizada pelos ingleses em Hong-Kong.

Cá por mim, e uma vez que não teríamos a União Europeia a marcar terreno, impunha imediatamente quotas máximas para o funcionamento do comércio chinês em Portugal – podia ser que, à semelhança da Sagres, fossem de vela…

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