Durante as minhas estadias matinais na baixa portuense, é invariável tropeçar em alguns cromos raros: desde a velha magra e escanzelada que caminhava (há muito não a vejo) e ao mesmo tempo desfilava todo um léxico de improprérios capazes de fazer corar uma senhora, ao cabeçudo grisalho que todos os dias me pede emprestado um euro e, ainda, os “plastificadores” de cartões…

De todos, o meu preferido é o angariador de moedas de euro – limita-se a pedir emprestado e ainda agradece, ao contrário do Estado que nos leva o dinheiro diariamente sem pedir – «se faz favor» nem sequer agradecer…

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