É impossível regressar indiferente ao que se viu e, sobretudo, não respeitar ainda mais esta civilização milenar que nos deixou delicados exemplos de combinação de materiais, luz, vegetação e água, num todo que perdurou até aos nossos dias, apesar de todas as tentativas de destruição.

E os olhos nostálgicos daquele muçulmano no Alhambra – será que apenas reviviam as glórias do passado ou projectavam já alguma forma de nova conquista?

(Palácio do Alhambra – Granada, Espanha)

(Catedral-Mesquita – Córdoba, Espanha)

p.s.: não é segredo que adoro a Madeira (e o Porto Santo) – as imagens do Funchal devastado romperam-me o coração. De dizem-me que está tudo a ser empolado pela comunicação social de e que dentro de 15 dias não haverá vestígios materiais do que se passou. De qualquer modo, a construção desenfreada da última década e meia tem que ter a ver com tudo isto: negá-lo é apenas adiar a próxima tragédia…

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