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Livros, sempre e em todas as ocasiões: o último de Francisco José Viegas autor por quem já aqui se confessou admiração, é mais uma aventura do inspector Jaime Ramos, personagem multifacetada, com verdadeiro apego à “terrinha”, que proporciona ao leitor abundantes descrições de paisagens e contextos da cidade do Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro.

Apesar de saber que vou em derrapagem desgovernada contra o sentido da corrente e torrente de críticas embasbacadas, acho que esta é uma obra que, de se pretender tão complexa, resulta numa infeliz chatice para o leitor.

“Quase policial”, “quase romance histórico” e “quase autobiografia”, o autor deixa-nos sempre pendurados entre uma e outra vertente, nunca conseguindo dar a volta às parcelas e compor um todo.

Pena é, porque a trama do policial merecia outro e melhor desenvolvimento que o personagem Jaime Ramos nos habituou a solucionar, em vez de se perder em considerações filosóficas sobre passados de clandestinidade ao serviço do Partido Comunista e sobre a guerra civil Angolana.

Se calhar é da minha idade face à do autor, mas lá que me parece uma obra menor, lá isso parece.

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