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Nos dias que correm as coisas estão num ponto tal que é temerário perguntar a alguém pelo respectivo consorte (não imagino palavra com sonoridade mais ambígua): desde o clássico «Quem? Ui, não sei…» até ao rosnar agressivo, tudo é expectável, deixando as relações ou intenções mais corteses ensombradas por nuvens de equívocos.

Daí que os «teens» desde há muito tenham optado pelo redutor – «Então, ’tá tudo?»  que, se numa análise superficial aparenta desinteresse, é sobretudo revelador de uma intuição afinada – ao ritmo dos dias de hoje, o que era verdade ontem é mentira amanhã e o melhor é deixar mesmo as saudações e boas intenções pela rama, limitadas ao plano impessoal…

“Modern Love”, cantava o David Bowie:

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