Tal como previsto, a organização da Red Bull Air Race resolveu voar para os ares de Lisboa, deixando o Porto a olhar literalmente para o ar. Claro está que alguns, mais irónicos, logo se lembraram da expressão popular – «não podem ver um pobre de fato novo», mas infelizmente acho que as raízes desta troca são mais profundas.

Não que não entenda que Lisboa é, infelizmente, povoada por um provincianismo bacoco, típico daqueles que tendo nascido noutras paragens, se apressam a aculturar-se ao pretenso cosmopolitismo da capital. Só que esta explicação não me parece suficiente: é que as empresas patrocinadoras nacionais, para além de terem a sede lá mais para baixo, terão outro retorno para os seus patrocínios junto de um mercado potencialmente mais dilatado.

Já dizia a música – «money makes the world go round» e, mesmo para quem, como eu, era insuspeito de especial simpatia pelos “aviõezinhos”, restará assobiar…para o alto e ver os ditos irem pelos ares em direcção a outros…ares.

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