Primeiro, era a necessidade de tapar a luz e o calor, no Verão, e o frio, pelo Inverno, dando ao espaço um maior conforto. Logo, tornou-se necessário um “cortinado” (expressão que sempre me confundiu, já que para mim só há cortinas “tout court”, mas pronto, vá lá…).

Escolhido e comprado o tecido, veio o conselho quanto ao especialista em cortinas, no caso, um “decorador” – antigamente, um estofador bastava, mas agora, há que chamar o especialista…

Vindo o especialista, eis que rejeita a sugestão do cliente e vá de afirmar ex catedra que ali só estores. Feitas as medições, adjudicou-se a encomenda.

Passado um mês, eis que chega um técnico, acompanhado do especialista, para fazerem uma pré-instalação dos suportes e posterior “confecção” dos estores.

Mais quinze dias e eis que chegam para montar os estores: ao fim de uma hora, saem porta foram com os estores na mão, que estavam muito compridos e necessitavam de ser cortados.

Mais uma semana e finalmente são instalados, com os seguintes (brilhantes) resultados: para além de ficar com 2 de 3 janelas que abriam, impossibilitadas de cumprir a sua função (arejamento), a empregada da limpeza só consegue limpar metade dos vidros, por manifesta impossibilidade de abrir as que agora deixaram de o fazer…

Eis que o técnico de montagem contacta telefonicamente o especialista que, não contente em manter a instalação, avisa que irá ao local proximamente estudar uma solução.

Uma vez que não descortino nenhuma solução válida, à cautela não pago – mas que isto ainda se vai resolver com um varão, vai, só não sei é se vai ser na cabeça do especialista. Xiça!

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