Etiquetas

Que o RSI (Rendimento Social de Inserção ou simplesmente Rendimento Mínimo para os amigos) é uma arma de arremesso entre esquerda e direita sempre que há eleições, já todos sabíamos.

Se a má consciência da esquerda no campo social a obriga a defender o RSI com unhas e dentes, já a direita prefere adoptar a velha máxima bíblica – «quando vires um faminto não lhe dês peixe para comer, mas dá-lhe antes uma cana e ensina-o a pescar».

O que seria de todo inesperado, na perspectiva da direita, era ter todo um sector da economia a alinhar na sua tese – no caso, os padeiros.

É certo que este título do “Correio da Manhã” induz em erro – por mim, já imaginava os padeiros deste país, à semelhança da sua colega de Aljubarrota, a avançar sobre Lisboa com sacos de farinha e pás, prontos para arrombar S. Bento – afinal, parece que o caso é mais simples.

Segundo defendem os padeiros, enquanto perdurar o RSI será difícil a contratação de recursos humanos de que o sector está carecido, confortavelmente instalados “à pala” e à sombra do RSI.

RSI – 1 Padeiros – 0 (e não há segunda volta).

Anúncios