gato-fedorentoParece inegável o sucesso do novo formato televisivo do “Gato Fedorento”, e a procissão ainda vai no adro. Correndo o risco do politicamente incorrecto, recuso-me a alinhar neste coro de elogios pelas razões seguintes:

1.º – O sentido de humor é uma qualidade rara mas desconfio que não é qualidade essencial para avaliar um político que se candidata a 1.º ministro, podendo até correr-se o risco de o ver disfarçar defeitos sérios por entre umas piadinhas e umas gargalhadas inconsequentes;

2.º – Ao convidarem políticos profissionais para o seu programa, os “Gatos” são (propositadamente?) derrotados no seu território: qual dos entrevistados até agora manifestou algum desconforto pelas perguntas que lhe foram lançadas? Habituados aos directos em televisão, é-lhes fácil “driblar” as perguntas devolvendo-as com outras perguntas e deixando o entrevistador irremediavelmente a fazer figura de corpo presente;

3.º – Ao aproveitarem a embalagem mediática da campanha eleitoral, os “Gatos” revelam a sua actual má forma, desinspiração ou seja lá o que se passa, colando-se à campanha mas não revelando propriamente novas ideias, dando a sensação que se escondem limitando-se a deixar o rabo de fora.

Estaremos perante a “fase Herman” dos “Gatos”?

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