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Leio esta notícia no Público e não acredito que tenha passado no crivo editorial: bem sei que brevemente passará mais um aniversário de tão sinistra data, mas há limites para a especulação pura, por um lado, e para o relato que os jornalistas façam da mesma.

Que um anónimo fotógrafo (até hoje) se permita cair no ridículo com afirmações gratuitas que nada têm a ver com o seu trabalho premiado, ainda se tolera, mas que jornais de referência ( o “Le Monde” e o “Público”, pelo menos) façam eco de tal especulação, é que me parece francamente desolador.  

Para mim, a enormidade do que aconteceu em 11-09-2001 é tal que ainda hoje me custa falar disso e, sobretudo, tentar explicar aos mais novos o que aconteceu – loucura e maldade humana sem limites? Mas isso também sucedeu com o holocausto…

A explicação parece-me residir noutro aspecto – todos assistimos em directo à queda das torres gémeas e não há nada que possa apagar isso da memória, o que torna as coisas bem mais difíceis de explicar porque foram vistas e estão gravadas algures na nossa memória.

Por isso, e também por respeito para com a nação americana, em primeiro, e para com o seus leitores, em segundo, bem teria andado o “Público” se tivesse pura e simplesmente ignorado esta não-notícia.

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