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Talvez não tenham ainda reparado, e a comunicação social também não tem destacado o facto, mas a banda “Delfins” está a cumprir os últimos concertos da sua última digressão antes da há muito anunciada extinção do grupo, com efeitos a partir do próximo dia 31 de Dezembro.

A vontade do guitarrista Fernando Cunha de trilhar um percurso a solo, quer como músico e como produtor, será parte da explicação, mas a mudança de editora e menor sucesso comercial não andarão longe de constituir fundamentos adicionais.

Por mim, tenho imensa pena. Ao longo de mais de 20 anos, habituei-me a ver os Delfins como uma banda puramente de canções pop, que não pretendia ser mais do que isso, coisa que escasseia neste país. Além do mais, os concertos ao vivo eram experiências de energia contagiante e dificilmente se encontrá um baixista da craveira do Rui Fadigas.

Mas não só: canções como “Nasce Selvagem” (mais tarde recuperada pelo colectivo “Resistência”) ou “Baía de Cascais” foram autênticos hinos há uns anos atrás e provaram que os Delfins eram mais do que muitos julgavam.

Por mim, e como já cá ando há uns anos, acho que este é o fim da primeira parte da história dos Delfins – a segunda seguir-se-á daqui a algum tempo…

🙂

Para além do espaço da banda no Myspace (acima), existe também um blogue aqui.  Por fim, deixo alguns vídeos, com particular destaque para os do concerto de Cascais, no fecho da digressão de 1996, que constitui um marco na carreira dos Delfins.

Concerto em Cascais (Parte 1)

(Parte 2)

(Parte 3)

(Parte 4)

(Parte 5)

(Parte 6)

(Parte 7)

(Parte 8)

(Parte 9)

(Parte 10)

(Parte 11)

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