bf99bfa89a1a98b2_landing(Foto: espólio da “Life Magazine”)

Uma das memórias da minha infância – como é próprio – passa pelas asneiras patetas que os meus irmãos e eu fazíamos com o telefone de casa dos meus pais.

Para além de ligarmos para casa do Sr. Zuzarte (último da lista classificada do Porto) a anunciarmos a sua iminente promoção a penúltimo, outra das patetices era ligar para o “serviço informativo horário” (era, salvo erro, o “15”)- «bip, bip, ao segundo sinal serão exactamente 8 horas, 15 minutos e 34 segundos, bip, bip», repetia a voz feminina pré-gravada.

A estupidez maior, para além da absoluta vetustez desse serviço nos dias que correm, é pensarmos que ao toque do segundo sinal a “hora exacta” anunciada não seria nunca a real, que o tempo corre e nunca pára (infelizmente, digo eu).

Esta estúpida lembrança desse serviço telefónico apenas me veio à memória ao pensar que 3 semanas de ausência dos “Pregos” pareceram uma eternidade, mas no “tempo real” – como sempre – passaram a correr.

Posto isto, “back to business”… (ah, e o serviço informativo horário ainda existe – 12151 – conferir aqui).

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