Se há notícia que me enche de alegria é esta: o fim daquela espécie de barcaça colorida que invadiu as praias nos últimos Verões, calçada em pés mais ou menos elegantes, a que se deu o nome de Crocs. Francamente, “aquilo” era feio até dizer basta e dava aos seus orgulhosos portadores o ar de enfermeiros de hospital público, em mudança de turno, apanhados desprevenidos sem a bata branca que tudo tapa, até a inestética do calçado.

Resta uma pergunta oportuna – que fazer ao excesso de stocks? Cá para mim, assim como quem não quer a coisa, deixava-os à porta da Grande Mesquita em Meca, no fim deste ano, aquando da peregrinação anual – afinal, no meio de cerca de seis milhões de sapatos e sandálias monocromáticos (um par para cada três milhões de peregrinos), estes até poderiam fazer a diferença… 🙂

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