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Estado Civil

Que a dor de corno é um poderoso combustível que alimenta a veia criativa de poetas, escritores ou músicos, já todos mais ou menos sabíamos.

O escritor Pedro Mexia (cuja obra desconheço, com excepção das crónicas do Público), em plena crise existencial na sequência de uma desilusão amorosa, atreveu-se a exorcizar os seus fantasmas mais privados em “Estado Civil – Diário de uma crise (2006-2008)”, o qual corresponde a excertos do blogue homónimo (entretanto extinto) criado com o claro propósito de fazer um “luto criativo”.

Para além da dolorosa exposição e expedição interior que não deixará nenhum leitor indiferente – por mais “coração de pedra” que seja -, o livro revela os gostos pessoais do seu autor, sejam os mesmos literários, cinéfilos, musicais ou até de “gajas” – e nesses, estamos (o autor e eu) estranhamente de acordo.

Esperando que a ferida esteja curada e a saúde do autor se recomende, deixo-lhe ficar uma recomendação musical que entendo adequada ao espírito do livro: “The Chameleons” – “Up the down escalator”:

«I’m gazing at faces
Staring blankly at me
I suppose it’s just a sign of the times
They tell me tomorrow will never arrive
But I’ve seen it end a million times

I lost my direction while dodging the flak
Oh give me a hint or something
Now they can erase us
At the flick of a switch
How long will they wait
No!
There must be something wrong boys

Obnoxious actions
Obnoxious results
Teachers who refuse to be taught
Distorted pictures
And dizzy, dizzy people
Rush by me at the speed of thought

Sitting at tables
And throwing the scraps
For Christ’s’ sake leave them something
Now they can erase us
At the flick of a switch
Will they hesitate
No!
There must be something wrong boys
They’re dragging me down

Eden
There’s no Eden, anyway.

They’re dragging me down
You either swim or you drown».

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