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Falar de Lloyd Cole é como falar de um amigo da nossa idade que nos acompanhou desde a adolescência até à idade adulta, cujas canções (e letras) vão reflectindo o passar dos anos (dele e meus…).

Desde o primeiro concerto em Portugal com os “Commotions”, no Dramático de Cascais, em 1985 (Festival da Juventude – sim, estava lá e mais alguns amigos de sempre), perdi a conta às vezes que vi Lloyd Cole, em grupo ou a solo (nesta versão, a última terá sido em 2007).

E a que propósito me lembrei de Lloyd Cole? Em manhã de chuva estava a ouvir “Antidepressant” (2006), para mim, um dos seus melhores, e não deixei de sorrir ao ler a letra de “Young Idealists” que parece uma autêntica premonição da actual crise dos mercados financeiros:

«THE YOUNG IDEALISTS

I know I said I favoured peaceful resolution
But that was when we were the young idealists
The Young Idealists
Raging through the coffee shops and bars
Make believe the world was really ours
Still supposing we could make a difference
Then we bought into the neocon economic dream
And we were trading in futures we believed in
The Young Idealists
Careering through the markets to the Mall
Venturing that we could have it all
Still supposing we could make a difference
And then the markets fall
And the heavens open
And there’s no synergy at all
The synergy is broken
So maybe now I’d take that wholesale revolution
we were talking about
Maybe now I’d take a future we can breathe in
The Young Idealists
Raging through the forests and the streams
Breaking into your laboratories
Still supposing we could make a difference
I never dreamed I’d want a slogan on my people
mover
But that was when we were the young idealists».

Deixo aqui um medley de “Perfect Skin” e “Young Idealists”, retirado de um recente concerto:

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