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Segundo o Público online a Ferrari ameaçou hoje abandonar definitivamente a F1 caso se mantenha a intenção manifestada pela Federação Internacional do Automobilismo (FIA) de limitar o orçamento de cada equipa a 45 milhões de euros por ano. Para os mais interessados, recomendo a leitura (em italiano ou inglês) da versão integral do comunicado disponível aqui.

Para além do modo ditatorial adoptado pela FIA na tomada dessa decisão, lembra a Ferrari (e bem!) que a época de 2010 vai passar a estar subordinada a uma dualidade de critérios competitivos, que fere de morte a histórica igualdade de regras para todas as equipas em competição, criando dois escalões – o dos cumpridores das regras orçamentais, a quem será autorizada maior flexibilidade no desenvolvimento tecnológico e o dos desrespeitadores de tal tecto, que permanecerão espartilhados pelas regras actuais.

Trata-se de um anúncio que irá ser por muitos apelidado de mau perder, tendo em conta os fracos resultados da época presente, mas creio que é o efeito contrário e bem mais construtivo aquele que a Ferrari pretende: a tradição da F1, o seu código genético, é precisamente assente no desenvolvimento tecnológico contínuo, que pressupõe dinheiro (e muito!), ao passo que a visão miserabilista preconizada pela FIA, essa sim, se apresenta como capaz de matar em pouco tempo a F1.

Neste braço de ferro, como de costume, alguém irá ceder, e creio que a Ferrari tem já outro grande construtor como seu aliado – a Toyota, o que me faz adivinhar um adiamento da medida anunciada pela FIA. A ver.

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