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Por razões que não importam neste local, a leitura em francês é, para mim, uma maneira de não «perder a mão», para além de que as traduções portuguesas de obras francesas são invariavelmente fracas.

Jean d’Ormesson, membro da Academia Francesa desde 1973, é um dos maiores vultos da cultura gaulesa, ainda que não tenha qualquer percurso ligado à esquerda, autêntico selo de intelectualidade para qualquer autor que se preze…

Foi Director do jornal “Le Figaro” e é autor de inúmeras obras literárias, sendo sua esta citação deliciosa sobre o prazer da literatura – «Sempre defendi a ideia que não há qualquer dever de cultura e que a literatura é, antes de mais, um prazer. Um prazer muito alto e que exige quase sempre esforços. Mas, enfim, um prazer».

“Odeur du temps” (2007, Éditions Heloïse d’Ormesson) é a dádiva de um Pai à sua única Filha que acabou de fundar uma editora, e corresponde a uma compilação de crónicas desde 1969 até aos nossos dias, todas atravessadas pelo mesmo sentido de humor, pelo amor à literatura, à arte e à vida.

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