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Tenho-me abstido de comentar a actuação de Obama, já que nunca embarquei na “soft talk” que tanto embeveceu os europeus, para além de que o Presidente dos EUA tem (naturalmente) estado mais ocupado a arrumar a sua própria casa do que a tratar de assuntos externos.

Mas eis que Obama veio à Europa e participou, entre outras, na Cimeira de Praga, destinada a reforçar os laços de amizade entre o velho (Europa) e o novo mundo (EUA). Inusitadamente e correndo o risco de má-educação, aproveitou a ocasião para patrocinar a “adesão ” da Turquia à União Europeia, sem que alguém lhe houvesse encomendado tal sermão (ler a notícia desenvolvida aqui).

Bem andou Sarkozy que, oportunamente, respondeu de forma pronta – «Eu trabalho lado a lado com o Presidente Obama mas, tratando-se da União Europeia é aos países europeus que cabe decidir».

Aliás, a posição de Obama é o verdadeiro espelho da tradicional duplicidade da política externa dos EUA – cabe perguntar se seria esta a posição assumida se a Turquia fosse vizinha dos EUA ou por que razão e na linha do “walk the talk” tão americana, não é admitida uma maior abertura e flexibilidade de fronteiras com o México…

Bem podem os EUA patrocinar a Turquia e outras polémicas questões, desde que aplicando a velha máxima – “NIMBY” (de “Not In My Back Yard” ou «desde que não no meu quintal»)…

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