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Esta notícia do Público online quanto ao muito previsível desfecho das negociações entre PS e PSD para a escolha do novo Provedor de Justiça só surpreende os distraídos. Ao longo de quase um ano, o assunto foi sendo discutido na praça pública com sucessivas trocas de recados e nomes para a comunicação social, naquele jeito tão português do “a ver se cola”.

Finalmente, e porque o PSD teve uma atitude firme e não alinhou em qualquer das sugestões que o PS lhe apresentou, todas condenadas a serem “simpáticas” para o actual executivo, empurrou o PS para os braços do PCP e Bloco, pondo um termo ao eterno “centralão” na designação de figuras para altos cargos.

Com isto, arriscamo-nos a ter como Provedor de Justiça alguma figura imprevisível e que possa, até, apagar o cinzentismo do cargo, a julgar pelo desempenho de um ou outro dos seus anteriores titulares. Por aqui, são lançadas duas sugestões: Arnaldo Matos (“o grande educador da classe operária”) ou a camarada Odete (Santos).

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