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Devo começar por dizer que sempre me habituei a respeitar a sobriedade e a serenidade do ex-Procurador-Geral da República Souto Moura. Entendo que a sua dignidade e seriedade foram apanhadas num fogo cruzado partidário que terá tido origem nos primórdios do processo Casa Pia, quando algumas das figuras proeminentes do PS foram arrastadas (arrasadas?) pela comunicação social.

Dito isto, e sem prejuízo de entender que o país é, ainda hoje, credor de explicações por parte de Souto Moura no que se relaciona com a sua saída do cargo de PGR, é sempre com muito interesse que escuto o que tem para dizer. Hoje, em entrevista ao Rádio Clube Português, afirmou taxativamente a propósito do processo Freeport – «tanto quanto possível esse processo deve ser tratado como os outros. Não sei [porque é que esteve parado] e mesmo que soubesse não comentava».

Alguém imagina que Souto Moura não saiba as razões de tanta “calma”? Vá lá, Senhor Dr. Souto Moura – atreva-se e diga ao país o que lhe vai na alma que já todos estamos a perceber o seu discurso entrelinhado… 🙂

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