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Leio no “Diário Digital” – «Cirurgião plástico julgado por más práticas clínicas» (ver a notícia) e o assunto só me chama a atenção por se passar no Tribunal Cível de Lisboa e o réu ser um clínico português, por acaso, muito conhecido das revistas de salas de espera, vulgo – “revistas do social”.

Os contornos do caso são-me completamente indiferentes (muito embora macabros…) e gostava até de acreditar na versão do réu, mas bastará andar medianamente atento para perceber os resultados menos felizes de determinadas operações plásticas a que se submeteram algumas figuras públicas. 

Não falo, obviamente, dos resultados felizes – que os há – para esses, bastará ir a qualquer ginásio “bem frequentado” ou à praia no Verão e reparar na metamorfose de algumas donzelas balzaquianas…

O mais grave de tudo isto é que ao que julgo saber, qualquer médico devidamente inscrito na Ordem dos Médicos pode legitimamente levar à prática intervenções de natureza plástica/estética, tal como o clínico identificado na notícia. Os critérios de selecção dos “especialistas” levados a cabo pelas pacientes é que são claramente equívocos: ou vão pelo “boca-a-boca” ou pelas revistas do social e depois acabam sentadas no tribunal ou, pior, amarradas ao silêncio e à vergonha.

(actualização da notícia na edição do Público online de 23-03-2009 disponível aqui)

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