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É um privilégio: com sol, calor e a ausência de contacto com qualquer coisa parecida com “trabalho”. Se acrescentar a falta de rede no telemóvel e a inexistência de internet (se bem que haja wireless no centro da vila, graças ao programa “Vale do Minho Digital“) o todo contribui para uma “garantia tangível” (palavra muito usada pelos adeptos do “economês”) de perfeito sossego.

Aqui, não há congresso do PS nem mesmo o Porto-Sporting, este acompanhado a ouvir o “relato” da Antena 1 num rádio dos anos 40 ou 50 do século passado. Em troca, fica-se a saber dos porcos, vitelos e demais gado da vizinhança e os dias passam devagar, devagarinho.

O reverso da medalha é termos a noção de que à medida que a geração mais velha vai desaparecendo não é substituída pelos mais novos, atraídos pelo litoral e pelas grandes cidades. Um dia regressarão, espero, fartos da agitação e do vazio – pode ser é que seja tarde.

E a propósito, lembro-me dos Dream Academy e do clássico dos anos 80 – “Life in a Northern Town”:

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