Etiquetas

Tenho que confessar que não gosto de fado, em qualquer das vertentes Lisboeta ou Coimbrã e, por isso mesmo, resisti até ao limite do impossível dar uma “espreitadela” aos Deolinda, um projecto Lisboeta que teve grande êxito a partir dos festivais do verão passado e da publicação do seu primeiro álbum – “Canção ao Lado” (2008).

“Neo Fado” ou qualquer coisa do género não era suficiente para me convencer, nem a revisitação do ambiente do fado Lisboeta, de faca e alguidar, polícias e ladrões e eu sei lá mais o quê. Mas fixei-me em dois aspectos: a voz (Ana Bacalhau de seu nome…) e as letras que me parecem muito bem conseguidas – «…a música erudita não faz grande efeito em mim, do CCB gosto da vista e da Gulbenkian do jardim…» (excerto de fon-fon-fon).

Por mim, acho que os Deolinda têm muito mais para dar que apenas “neo fado”, mas deixo aqui o clip da bonita música “Clandestino” para tirarem as vossas próprias conclusões.

Anúncios