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Terminou ontem a mini-série de dois episódios de “A vida privada de Salazar”, exibida na Sic. Segundo o “Diário de Notíciasonline a obra televisiva padece de inúmeros erros históricos e só posso concordar com esta opinião.

Para além de ser discutível o interesse da vida privada de Oliveira Salazar – que o próprio sempre guardou em bom recato, o facto de poder ter tido inúmeras mulheres na sua vida nada acrescenta ao que de bom ou mau possa ter resultado da sua governação. No argumento da série, realmente o que parece contar são as actrizes que por lá andam – Soraia Chaves e Cláudia Vieira, por exemplo, e o que de bom tenham para mostrar (que não é pouco, eh, eh)…

Sou insuspeito de qualquer tipo de admiração pelo político ou pelo homem, mas para além do timbre ciciado da voz, que nunca perdeu, o sotaque de Oliveira Salazar jamais foi beirão (“da província”, como dizem os saloios lisboetas) ao contrário do que fizeram crer na série.

Fica aqui, sem comentários, o testemunho oral:

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