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O caso da cidadã Italiana Eluana Englaro, em coma há 17 anos e cuja morte “assistida” numa clínica em Udine, foi expressamente autorizada pelo Supremo Tribunal Italiano, é daqueles difíceis de apreciar e onde a consciência individual mais é convocada e, como tal, mais deve ser respeitada.

Não ignoro que a Itália é um Estado ainda muito “tutelado” pela Igreja Católica e que, por isso mesmo, a polémica instalada é ainda mais amplificada, fruto das forças relativas em oposição. Sinceramente, tenho a minha opinião, mais ditada pela consciência individual do que pelas regras impostas pela ortodoxia da Igreja Católica.

E, para isso, muito concorreu um excelente filme de há alguns anos atrás – “Mar Adentro” – tendo como protagonista principal o actor Espanhol Javier Bardém. Para mim, e sobre a eutanásia, há um antes e um após esse filme, sendo que passei claramente a admitir situações-limite em que o prolongamento artificial da vida humana ultrapassa a fronteira da decência, dignidade e respeito que a mesma merece. Tenho dito.

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