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Às vezes as coisas não são como parecem: na história do Freeport, o que parece verdadeiramente relevante e constitui um mistério é a razão pela qual as autoridades de investigação inglesas foram “obrigadas” a recorrer a mecanismos processuais internacionais (o termo é “carta rogatória”, ou seja, um tribunal de um país a solicitar ao tribunal de outro país determinada diligência).

Sabe-se já que numa fase anterior houve uma reunião na Holanda entre autoridades de investigação criminal de ambos os países e que houve uma sugestão dos ingleses (recusada pelos de “cá”) de constituição de uma equipa mista. Só essa recusa terá motivado a passagem à fase em que estamos com evidente incómodo das autoridades nacionais, obrigadas a actuar por solicitação alheia.

E se alguma dúvida subsistisse sobre o referido incómodo, bastaria ler nas entrelinhas a agressividade do comunicado emitido hoje pela PGR (que não parece ter sido redigido com auxílio dos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros) e que , por isso mesmo, dificilmente deixará de ser considerado ofensivo pelos destinatários do lado de lá do Canal.

Seguir-se-á, obviamente, uma resposta das autoridades inglesas provavelmente através de comunicado do Foreign Office – para breve, supomos.

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