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Entrevistado por Judite de Sousa em prime time televisivo na RTP1 ontem à noite, Filipe Soares Franco (FSF) anunciou que não se recandidatava à Presidência do Sporting (Clube e SAD), sendo que o seu mandato termina no final do 1.º semestre deste ano.

O anúncio caíu como uma bomba já que nem os mais próximos de FSF, incluindo os colegas de administração, suspeitariam desta decisão que tem como supostos fundamentos, a vida profissional exigente de FSF no conglomerado OPWAY e uma certa desilusão quanto ao ciclo de reformas que faltaria ainda fazer no Sporting.

Não consigo ter uma opinião inteiramente formada quanto a FSF e ao seu carácter (as nuvens apontadas por Dias da Cunha nunca se dissiparam e era bom um debate público entre os dois para completo esclarecimento), mas não duvido das suas qualidades como gestor e da importância da sua actuação e da administração a que preside nos resultados desportivos e financeiros dos anos mais recentes.

No entanto, creio que mais do que a decisão em si mesma o timing deste anúncio é profundamente insensato por ocorrer a meio de uma época desportiva em que o Sporting está ainda envolvido nas competições principais (excluindo a Taça de Portugal e incluindo a Liga dos Campeões) e em que alguns dos contratos dos seus principais actores carecem de renegociação – a começar por Paulo Bento.

Por último creio que ainda vai ter que ser aclarada qual a influência do BES e do BCP neste decisão, o que me leva a crer que o Presidente do Sporting não foi, ao contrário do seu apelido, inteiramente Franco!

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