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Mais de 18 horas após o “terramoto dos Açores”, e apesar de estar convencido de que só a partir de ontem se começará a perceber os contornos reais de toda esta novela, pelo menos pode concluir-se que o Presidente da República podia ter enviado o diploma legal para o Tribunal Constitucional, mas entendeu não o fazer. E a partir daqui começou o esticar de corda que culminou na declaração ao País.

Percebe-se a intenção – a de medir até que ponto os partidos acolhiam a sensibilidade do Presidente nesta matéria, e intui-se a quebra de confiança em alguns dos interlocutores destes últimos dias, necessariamente representantes ou enviados especiais dos partidos, ignorando-se que tipo de acolhimento privado existiu para as propostas apresentadas pelo PR ou que promessas oficiosas lhe foram feitas.

O certo é que este promete ser um caminho sem retorno, escolhido pela maioria parlamentar, o qual está condenado a tropeçar na fiscalização sucessiva no Tribunal Constitucional.

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