monopolio_cash

“Tarde de chuva, é a Península inteira a chorar…”, cantava o Rui Reininho (GNR) há uns anos atrás, e a chuva e o frio de ontem só davam mesmo para estar em casa. Como há que entreter a família, nada melhor do que usar um dos presentes de Natal recebidos – “Monopólio – Renascer de um Clássico”.

De repente, vem-me à memória a lembrança das intermináveis tardes de Inverno, passadas com os meus Irmãos e o meu Pai a comprar e a negociar a “Rua Augusta”, o “Rossio”, a “Estação de S. Bento”, a construir hotéis e a depenar ou ser depenado pelo próximo – nada de Playstations, DVD’s ou aparelhos electrónicos parecidos.

Mas, ao abrir a caixa, surpresa: os pinos coloridos atribuídos a cada jogador foram substituídos por modernos objectos prateados (telemóvel, skate…) e – sinal dos tempos – o dinheiro foi “desmaterializado”. Como se tratava de comemorar os 70 anos da Hasbro (produtora do jogo), e mediante um acordo com a Visa, não há notas, mas apenas cartões de crédito e um aparelho (“para passar cartão”) atribuído ao banqueiro.

Este, coitado, pouco mais faz durante o jogo que não passe pelo cartão: mas as diferenças não acabam aqui, pois as estações de caminho de ferro foram substituídas por aeroportos, as companhias de electricidade e gás substituídas por fornecedoras de telemóveis e internet.  

No fim, o jogo continua a cumprir o mesmo objectivo de sempre – educativo e para toda a família, mas nada se compara ao verdadeiro prazer de sentir o toque das notas em vez do dinheiro de plástico. Sinais dos tempos…

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