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A decisão anunciada por Caroline Kennedy de se candidatar ao lugar até agora ocupado por Hillary Clinton no Senado Americano, está longe de ser pacífica aos olhos dos seus compatriotas e mais concretamente, dos Nova Iorquinos.

Caroline, de 51 anos, nunca foi uma profissional da política, tendo até agora levado uma vida discreta, o mais longe possível dos holofotes. Licenciada em Direito, casada e com 3 filhos, tratou prioritariamente da sua família, ocupando igualmente cargos relevantes em algumas instituições de índole humanitária e não-lucrativa.

Porém, alguma coisa mudou recentemente: pressionada pelo patriarca Ted Kennedy (a lutar contra uma grave doença), acabou por se envolver na campanha de Obama, subscrevendo um emblemático artigo publicado no New York Times em 27 de Janeiro deste ano, entitulado – «Um Presidente como o meu Pai».

A partir daí começou o carrossel que, no caso de Caroline, não deixará de ser penoso, considerando a discrição pela qual se tem pautado. Nomeada como coordenadora do processo de selecção do candidato a vice-presidente, Caroline desembaraçou-se com facilidade da tarefa, para surpresa de muitos.

O reconhecimento de Obama, por um lado, e o facto do Senado poder, pela primeira vez em 50 anos, deixar de ter um Kennedy, são factores que terão pesado, sem dúvida, na anunciada candidatura. Mas, é precisamente aqui que reside um dos “handicaps” de Caroline, a quem se aponta pretender ocupar um lugar por sucessão dinástica, o que, tendo em conta o facto de a família Kennedy ser o mais parecido que os Americanos têm com uma família real, não deixará de doer um pouco.

Mas não terminam aqui os entraves a Caroline, a quem os detractores acusam de não conhecer minimamente o Estado de Nova Iorque, que – como é óbvio – não se limita a Manhattan e muito menos à Park Avenue. Daí que se anunciem tempos turbulentos mas, ao mesmo tempo, desafiantes – a ver…

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